Adopção e vida em casa

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Adoptar um animal não é um processo fácil. Com isto não nos estamos a referir à aquisição, mas sim a todos os factores que é necessário ter em conta, aquando desta decisão. O factor custo, é um deles, até porque a alimentação e as idas ao veterinários podem causar algum peso no orçamento mensal. Mas vamos a exemplos práticos. Se optar por um tipo de alimentação, disponível apenas nos veterinários, o custo mensal (dependendo do tamanho e idade do gato) pode rondar os 40 euros. Já no que toca às idas ao veterinário os preços variam muito, mas geralmente andam pela casa dos 20 – 35 Euros. Claro que no caso de haver vacinas ou medicação, este valor irá aumentar. Outra das questões que importa considerar, é as férias. É que um animal é um companheiro para a vida e não pode de forma alguma ser abandonado, quando já não nos dá jeito, e como sabemos existem algumas pessoas que se livram deles nas férias! Por isso, pense bem porque poderá estar mais ‘preso’ porque afinal tem mais um membro na família, que precisa e depende inteiramente de si!

A VIDA EM CASA

Quando vive no seu estado selvagem o gato tem oportunidade de correr, brincar e saltar, como e quando lhe apetece. Já a vida doméstica é bem diferente e obedece a certas regras. Esta situação que numa primeira fase, não será o estilo de vida a que o seu companheiro está habituado, pode conduzir a que ele se aborreça ou crie problemas comportamentais. Está nas suas mãos estimular o seu ‘bichinho’, de forma a evitar estas situações e problemas futuros.

A educação do seu gato é um aspecto extremamente importante e tudo o que lhe transmitir até às nove ou dez semanas de idade, vai claramente influenciar a sua vida futura. Os gatos que têm pouco contacto com pessoas ou com outros ambientes nesta fase, principalmente durante os dois primeiros meses de vida, podem desenvolver comportamentos extremamente tímidos ou agressivos. Ou seja, é durante este período que tem de transmitir ao seu companheiro, as bases fundamentais para uma ‘Mens Sana in Corpore Sano’.

Em termos práticos, isto significa que assim que levar o seu gato para casa, deverá interagir com ele o mais possível. Deverá também pô-lo em contacto com diferentes pessoas, de diversas idades. Não se esqueça de escolher um local calmo para colocar a sua comida e também a caixa de necessidades. Esse será o seu principal espaço de eleição, numa fase inicial, e aos poucos irá explorar todo o ambiente que o rodeia, ou seja, a sua casa.

Nos primeiros meses de vida é a altura ideal para habituar o seu gato a ser escovado, e no fundo a ser tratado. Contudo, leve as coisas com calma e não o force a nada. Sempre que houver uma resposta positiva por parte do seu animal, poderá congratulá-lo com uma guloseima. Desta forma ele irá deixar que interaja com ele, sem qualquer tipo de problema ou desconfiança.

Se todo este processo for mal conduzido podem surgir alguns sintomas de alerta, patentes numa clara alteração comportamental sendo disso exemplo, uma atitude mais agressiva com os que o rodeiam, ou o simples urinar pela casa. Caso estes factores se verifiquem juntamente, ou em separado, deverá levar a cabo algumas iniciativas que em pouco tempo, poderão dar a volta a esta situação.

O seu gato não dispensa a interacção consigo, e isto é uma das melhores formas de o distrair. Outra é dar-lhe objectos para brincar, como bolas ou ratitos que vendem nas lojas de animais. Se for um animal que passa muito tempo sozinho, arranjar-lhe um companheiro pode também fazer maravilhas.

Depois da brincadeira, vem o descanso e provavelmente já reparou que o seu companheiro de quatro patas, tem na sua casa, locais de eleição para descansar. O que deverá fazer é tornar esses locais mais aconchegados e apelativos para que ele possa ter o repouso de que necessita.

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