A alimentação dos gatos

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os gatos são animais carnívoros. No seu ambiente selvagem devoram a presa inteira, incluindo a pele, órgãos internos, ossos e ervas que a presa tenha ingerido. Dessa forma, ele obtém o equilíbrio nutricional correcto. Estudos mostram que o gato domesticado possui necessidades alimentares especiais. A alimentação correcta do seu “bichano”, desde filhote, irá influenciar-lhe a saúde para toda a vida. Não tendo uma boa alimentação, não poderá  desenvolver-se bem, nem terá a resistência necessária para evitar doenças.

Deve alimentar os seus gatos sempre no mesmo horário e lugar. A hora do “repasto” é um grande evento para o animal. Qualquer mudança na alimentação, mesmo que só seja de marca da ração, deve ser efectuada de forma gradual. Mudanças bruscas podem provocar diarreia. Mantenha sempre a higiene dos comedouros e bebedouros. Use os mais pesados para que não tombem com regularidade, coloque folhas de jornal debaixo dos pratos para evitar que estes deslizem e também facilitar a tarefa de limpeza. Evite o uso de comedouros e bebedouros plásticos. Alguns gatos apresentam uma reacção alérgica ao plástico, chamada acne felina.

Os gatos, como as pessoas, possuem gostos diferentes. Alguns não aceitam alimentos que outros felinos adoram. Procure descobrir qual o alimento que ele mais aprecia. O ambiente também influencia o apetite do seu gato. Luz, barulho, presença de pessoas ou animais, tipo de limpeza do comedouro ou bebedouro, são factores que influenciam a sua alimentação. E não se esqueça: não lhe dê comida em excesso. Alimentar bem não é a mesma coisa que alimentar demais. Os gatos têm deficiência de alguns enzimas, o que os tornam incapazes de sintetizar determinados nutrientes no organismo. A vitamina A, ácido aracdônico e taurina têm de ser fornecidos em determinadas dietas.

Eles necessitam de:

1 – Boa quantidade de proteínas e gorduras (carnes, peixes, aves, vegetais, soja);

2 – Hidratos de carbono, sais minerais e vitaminas.

3 – Água. No estado selvagem os gatos bebem pouco água. A carcaça das presas que comem possuem 70% de água. Já os gatos domésticos precisam de água fresca e sempre disponível, principalmente os que se alimentam de ração seca.

4 – Vegetais. É um elemento importante na alimentação dos gatos. No ambiente selvagem ingerem alimentos verdes juntamente com as presas. Os vegetais contêm vitaminas e ajudam no bom funcionamento do aparelho digestivo.

5 – Taurina. É um produto final do metabolismo de dois aminoácidos. Está envolvida na formação e funcionamento da retina dos gatos. A sua deficiência pode resultar em degeneração da retina e cegueira. Essas alterações demoram um longo tempo a ocorrer, cerca de um ano com uma dieta insuficiente em taurina. Diferentes de outros animais, os gatos não conseguem sintetizar a taurina, que é encontrada em produtos de origem animal. Actualmente, a maioria das rações vêm com um bom suprimento de taurina.

6 – Vitamina A. O gato é incapaz de converter beta-caroteno em vitamina A, por isso necessitam da fonte pré-formada desta vitamina, cuja função mais conhecida está relacionada com a visão, mas também é essencial para o crescimento normal das células epiteliais, ossos e dentes.

Tenha em atenção o seguinte

A ideia tradicional de que o gato se alimenta de peixe e leite é mais um erro que convém desmistificar. Todos os felinos são carnívoros e o gato doméstico não é excepção. Como tal, adora carne, tendo necessidade de requisitos especiais em termos de proteínas, vitaminas e gordura. Durante a primeira etapa da sua vida (até aos 10 meses), a completa formação dos dentes e esqueleto exige valores de cálcio da ordem dos 1,3% do total da composição dos alimentos. Mas só durante os primeiros três meses de vida é que o gatinho deve beber leite – de início o materno e posteriormente (sexta semana) apenas leite próprio para gatos. Tenha em atenção algumas questões:

Ração em lata (húmida) – Tem a vantagem do sabor e humidade, mas é mais cara do que a seca. Contribui para a formação de tártato nos dentes, dá mau hálito, fezes com mau cheiro e podem ocasionar gases e fezes moles. Estraga-se com mais facilidade quando é deixada nos pratos, que devem ser lavados todos os dias.

Ração seca – Os gatos alimentados com racão seca necessitam de mais água e têm menos tártato nos dentes. Além disso, é mais barata e deixa menosn cheiro na boca e nas fezes. Os pratos permanecem limpos, a ração não se estraga com facilidade e as fezes ficam firmes.

Leite – Muitos gatos têm intolerância à lactose e podem apresentar diarreia.

Ração para cães – Não é apropriada para gatos, já que possui ingredientes apropriados para os cães e não para os felinos. Um gato alimentado com ração para cães durante um longo período poderá ficar seriamente doente.

Restos de comida – Podem até agradar ao seu gato, mas não contém os ingredientes necessários a uma boa nutrição.

Ossos – Não há problemas em dá-los ao seu gato, desde que sejam grandes e não soltem lascas, como os de boi. Nunca dê ossos de galinha ou de porco, pois os seus fragmentos podem colar-se na boca, garganta, estômago e perfurar até o intestino do animal.

Carne – Não faz mal nenhum, mas não possui todos os ingredientes necessários para o seu gato.

Fígado – Diariamente e em grandes quantidades pode intoxicar o seu gato devido a excesso de vitamina A, além de causar diarreia.

Suplementos vitamínicos e mineriais – Se o seu gato tem uma alimentação equilibrada através das rações, não precisa de suplementos.

Peixe cru – Alguns peixes crus podem provocar deficiência de taurina. Os peixes crus possuem tiaminase, que destrói a tiamina B1.

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